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Por uma cidade mais bonita.

O desordenamento do Centro de Manaus, a poluição visual em feiras populares, o problema do lixo na orla da capital, a venda de pescado no porto, o carregamento de mercadoria pelos trabalhadores de Manaus Moderna, terminais de transporte coletivo e embarque nos barcos regionais.  Estas foram algumas das situações escolhidas pelos alunos de Design da Faculdade Fucapi para realizar projetos de intervenção visando minimizar problemas sociais urbanos.

Até junho, 58 alunos do 3º período do curso de design realizam um trabalho acadêmico como parte da disciplina de Pesquisa em Design II, que terá como tema o desenvolvimento de projetos de design com enfoque social. Os projetos podem ter diferentes ênfases, porém, os trabalhos que estão sendo desenvolvidos pelos estudantes são voltados para as situações encontradas no ambiente urbano de Manaus.

A crítica.

Continue lendo: http://clipping.cservice.com.br/cliente/visualizarmateria.aspx?materiaId=15766086&canalId=50252&clienteId=kBedmGUiVzs=&end

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Descarte indevido de lixo em Bauru, SP, entope bocas de lobo.

As bocas de lobo entupidas de lixo impedem a vazão da água e causam prejuízos para a população. Em uma simples limpeza na periferia de Bauru, no interior de São Paulo, é possível encontrar objetos como colchão e madeira.

Uma área da periferia de Bauru se transformou em um depósito a céu aberto e os detritos acumulados entopem bueiros e bocas de lobo em dias de chuva.

A comunidade paga o preço pelo descuido em relação ao descarte do lixo. Em uma das ruas da cidade não é difícil haver alagamentos. As bocas de lobo entupidas impedem a vazão da água. A dona de casa Roseli Gomes conta que a água represada chega até a calçada.

A limpeza de 7 mil bocas de lobo da cidade dá trabalho. Os funcionários usam escadas para descer 3 metros nas galerias de onde tiram embalagens plásticas, colchão e madeira. O serviço é finalizado com a ajuda de pás.

Apesar da sujeira vista na cidade, ainda há pessoas que acreditam na mudança de comportamento da comunidade. A dona de casa Sara Soares formou um pomar na calçada. Para evitar que o terreno ao lado da casa se transformasse em um lixão, ela plantou bananeiras e pés de maracujá. Os pés carregados de frutas mostram que a boa vontade supera a falta de educação de quem descarta o lixo em lugar indevido.

G1.

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A Contemar Ambiental participa da Feira de Soluções Ambientais FIEMA 2012.

A Contemar Ambiental iniciou na terça-feira sua participação na FIEMA 2012, feira de negócios voltada a aproximar empresas e organizações nacionais e internacionais para a produção de tecnologias, soluções e serviços focadas no meio ambiente e no desenvolvimento sustentavel.

Dando seguimento a sua estratégia de mercado, buscando diferenciar-se e melhorar seu posicionamento na região a Contemar investiu em dois stands nos pavilhoes A e B do evento que ocorre na cidade de Bento Gonçalves em RS.

No primeiro espaço a Contemar apresenta toda a linha de contentores e soluções para os sistemas de coleta mecanizada,  com enfase no novo contentor de 2400L, voltado ao sistema de carga lateral muito utilizado na região sul do Pais. No outro espaço apresenta o veiculo e equipamentos que compõem as soluções e serviços de Higienização, Manutenção e reparos dos contentores utilizados pelos Municípios na coleta mecanizada.

Representantes de diversas prefeituras e empresas privadas da região estiveram presentes em nossos stands.

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Municípios tem até agosto para providenciar coleta seletiva.

As 223 cidades paraibanas têm menos de quatro meses para implementar o Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos Urbanos e promover a coleta seletiva de lixo (conforme estabelece a Lei Federal 12.305/2010, que cria a Política Nacional de Resíduos Sólidos).

A proximidade do prazo levou o promotor de Justiça José Farias de Sousa Filho a solicitar a adesão dos promotores de Justiça que atuam na região de João Pessoa ao projeto “Construção da Cidadania Socioambiental nas Comarcas”.

Segundo Farias, os municípios que descumprirem a lei não receberão mais recursos federais para empreendimentos e serviços relacionados à limpeza urbana, ao manejo do “lixo” e ao saneamento básico. Os prefeitos também poderão responder por ações de improbidade administrativa.

O promotor de Justiça que coordena o projeto comparou a eficiência do gerenciamento integrado de resíduos sólidos com medidas como os aterros sanitários e “lixões”. Segundo ele, os aterros são caros e não são a resposta ambiental e social mais adequada.

“A Funasa aprovou R$ 2,6 milhões para a construção de um aterro sanitário e com R$ 60 mil é possível implantar o gerenciamento integrado de resíduos sólidos, que vai criar postos de trabalho, gerar renda e promover o reaproveitamento dos materiais. Metade dos resíduos que vão para aterro sanitário na Paraíba é areia e areia não é lixo! Estamos pagando caro por isso”, criticou.

Para Farias, o gerenciamento integrado dos resíduos sólidos é a solução socioambiental e econômica mais adequada para o “lixo”. “A destinação correta do material orgânico é a compostagem; do material inorgânico, a reciclagem. Apenas o rejeito tem como destino o lixo”, explicou.

As cidades de Nazarezinho e Aparecida iniciaram, este ano, o processo de implementação do Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos. “Já foram criados 25 postos de trabalho com remuneração superior de um salário mínimo. A quantidade de material para reciclagem triplicou”, comemorou o promotor de Justiça.

Farias também destacou a importância da atuação do MPPB na recuperação de áreas degradadas por lixões. “Na maioria dos municípios, é fácil e de custo baixíssimo recuperar a área degradada”, avaliou.

Da redação com MPPB.

Portal Correio.

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Sistema de descarte de lixo de Itu é destaque no Jornal Nacional.

A cidade apresenta um exemplo positivo.

A cidade inteira tem coleta diária na porta de casa

Itu foi destaque na mídia nacional por conta do sistema de descarte de lixo que é aplicado na cidade. O programa “Jornal Nacional”, apresentado por William Bonner e Patrícia Poeta na Rege Globo, visitou a cidade no dia 13 de abril.

Durante a matéria, os repórteres explicaram a importância de fazer o descarte do lixo corretamente e o município mostrou um exemplo positivo. A cidade conta com mais de dois mil containeres de coleta mecanizada, que estão à disposição dos moradores ituanos.

A coleta mecanizada tem várias vantagens. São elas:

> a segurança dos lixeiros, que não têm contato com o material que estão recolhendo;
> a higiene da cidade;
> a rapidez.

A cidade inteira tem coleta diária na porta de casa. Após este processo, os materiais seguem até a cooperativa de reciclagem. Ao todo, 400 toneladas de lixo viram matéria-prima para outros produtos. Itu escolheu uma forma responsável de lidar com o lixo.

Itu online.

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Plano de resíduos sólidos será tema de debate no dia 23.

A Câmara Municipal realizará na próxima segunda-feira (23) um debate sobre as diretrizes a serem estabelecidas para a elaboração de um Plano Municipal de Resíduos Sólidos. O secretário nacional de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, arquiteto Nabil Bonduki, será um dos participantes.

O evento será realizado pelo vereador Ítalo Cardoso (PT), autor do Projeto de Lei 102/2010, que tem o objetivo de adequar a cidade de São Paulo à lei federal que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Sancionada em agosto de 2010, a lei em questão prevê mudanças na administração dos resíduos, envolvendo poder público, empresas e cidadãos. Através do conceito de responsabilidade compartilhada, a legislação determina que cabe aos diferentes setores da sociedade o descarte correto do lixo e sua reciclagem.

De acordo com o cronograma estabelecido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, os municípios têm até agosto de 2012 para apresentarem seus planos de gestão e até 2014 para eliminar os lixões e implantar em larga escala programas de coleta seletiva.

O horário do debate do próximo dia 23 será divulgado até o final da semana. A intenção é reunir autoridades, especialistas e entidade públicas e privadas envolvidas com a questão.

Câmara Municipal de São Paulo.

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SP gasta mais de R$ 1 bilhão ao ano para coletar e transportar lixo.

Todo ano, a Prefeitura de São Paulo gasta R$ 1,4 bilhões para coletar e transportar o lixo produzido na capital. E quase tudo é simplesmente enterrado.

“Nós estamos desperdiçando aproximadamente R$ 750 milhões por ano daquilo que poderia ser reciclado e recolocado no sistema produtivo, e também no sistema de consumo, artesanal”, fala o coordenador do Movimento Nossa São Paulo, Maurício Broinzi.

As 13 mil toneladas de resíduos que a capital gera por dia são levadas para dois aterros sanitários.
Os terrenos contam com controle ambiental, mas, como todos os aterros, têm dias contados. Quando as montanhas de lixo ocupam toda a área, as atividades serão encerradas e mesmo assim os investimentos vão continuar por pelo menos 50 anos.

“Continua com constante monitoramento ambiental, que controla tanto o seu nível de emissões, seja de líquidos e chorume, quanto de gás gerado nesses aterros”, diz o superintendente da Ecourbis, Leonardo Tavares.

Um exemplo claro da necessidade de monitoramento constante de um aterro mesmo depois de fechado é o aterro Bandeirantes, que há cinco anos deixou de receber lixo, mas a produção de chorume continua. Todos os dias são retirados 450 mil litros de um líquido poluente.

A decomposição do lixo produz outro poluente, o gás metano, que é canalizado para a geração de energia. Mas só o reaproveitamento do gás é pouco diante do tamanho da herança do lixo.

“O recurso aplicado é para fazer frente a esse sistema linear, para coleta, para o transporte e para o destino final. Se nós mudarmos esse foco, com certeza nós vamos conseguir pegar uma parcela desse recurso e aplicar em outra atividade que vai realmente trazer benefícios melhores para a população e para o meio ambiente”, explica o diretor da Abrelpe, Carlos Silva Filho.

G1.

Assista o vídeo da matéria http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/04/prefeitura-gasta-mais-de-r-1-bilhao-para-coletar-e-transportar-lixo-em-sp.html

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Lixo domiciliar do Rio será acondicionado em contêineres sustentáveis.

A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria de Conservação e Serviços Públicos, entrega aos cariocas nesta terça-feira (10) o primeiro lote dos 50 mil novos contêineres da Comlurb para resíduos domiciliares, que vão melhorar a coleta e a limpeza urbana da cidade. O primeiro bairro beneficiado será Copacabana, na Zona Sul, que receberá cinco mil unidades do novo equipamento.

Os contêineres de 240 litros foram feitos de polietileno fabricado a partir da cana de açúcar, o que reduz em 85% a emissão de poluentes em relação ao material de origem petroquímica. O uso de matéria-prima renovável é um atestado do comprometimento do Rio de Janeiro com a agenda da sustentabilidade, estabelecida em consonância com a realização da Rio+20 na cidade, em junho.

Os contêineres possuem o certificado Green Made (garantia de fabricação a partir de matéria-prima renovável e com baixa emissão de carbono) e são numerados, para controle de sua distribuição. Além disso, possuem um sofisticado sistema de vedação, que vai contribuir para a melhoria das condições higiênicas, estéticas e sanitárias da cidade.

Uma vez que as tampas evitam a atração e proliferação de vetores, roedores, e impedem a entrada de água da chuva e a consequente formação do chorume, os equipamentos podem ser guardados nas áreas internas dos prédios até o momento da coleta pela Comlurb. A utilização de contêineres facilita o trabalho dos garis na coleta domiciliar, possibilitando maior eficiência operacional e menor tempo de coleta por unidade.

Os equipamentos serão disponibilizados aos domicílios (prédios, lojas, casas e condomínios) dos grandes corredores populacionais, como a Avenida Nossa Senhora de Copacabana. A previsão é de que em até três meses os 50 mil equipamentos estejam disponíveis em toda a cidade.

O Estado RJ.

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Rio promete aumentar em 5 vezes a coleta seletiva até a Copa de 2014.

A prefeitura do Rio de Janeiro quer ampliar a coleta seletiva na cidade. Segundo o secretário de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osório, a prefeitura tem um programa que prevê a construção de seis galpões em regiões estratégicas. O projeto pretende, ainda, aumentar em cinco vezes a coleta seletiva até a Copa de 2014.
O RJTV lançou neste mês a campanha “Rio + limpo”, que discute o impacto do lixo na cidade.

“Esse programa prevê a construção de seis galpões nas regiões estratégicas da cidade e o incremento da nossa logística de coleta porta a porta do lixo separado. Nós vamos passar de 41 bairros com coleta seletiva pra 120, dobrando a frequência de uma vez por semana para duas vezes por semana”, disse o secretário.

O projeto ainda prevê a organização das cooperativas de catadores e investimento em campanhas de conscientização.

Ivone Machado é só cuidados com o lixo da sua casa. Tudo que pode ser reciclado é separado. Como ela também é síndica do prédio, quis estender o zelo ao condomínio: “Foi muito fácil mesmo, não precisei nem convencer ninguém a fazer esse processo. Todo mundo acha que a gente estava meio que querendo isso mesmo. Praticamente preparado para isso”, disse ela.

E com duas novas lixeiras no estacionamento, o edifício implantou um sistema de separação de lixo. No entanto, dar um destino correto ao lixo reciclável que produzimos no Rio, não é fácil, como a síndica logo percebeu: “Eu achei que só conseguiria fazer isso pela Comlurb. Então eu entrei em contato com eles, quando eu comecei a pesquisar como seria, como fazia. Eu entrei e contato com eles e descobri que não é feito”, disse.

Cidade possui apenas duas usinas de reciclagem

Ivone mora na Vila da Penha, na Zona Norte, e, como na maioria dos bairros da cidade, não existe coleta seletiva da Comlurb. Hoje esse serviço atende, de forma parcial, 41 bairros. A prefeitura tem apenas duas usinas de reciclagem.

Nas ruas para os pedestres, também faltam alternativas para a separação. A cidade tem só um tipo de cesta para material reciclável. São as verdes para pilhas e baterias, num total de 332. A opção para todo o restante do lixo são as conhecidas cestinhas laranja. Com isso o resultado da coleta seletiva do Rio é baixo. A Comlurb recicla apenas 0,26% do lixo da cidade.

O secretario de Conservação admite que o número é muito baixo, e que não houve melhorias no setor por uma questão de prioridades. De acordo com a prefeitura, com o programa de coleta seletiva, o número de lixo reciclado no Rio vai pular de 0,26% para algo entre 1,5 e 2%.

Nem assim, a prefeitura consegue superar o trabalho de catadores e cooperativas, que atualmente coletam 10 vezes mais recicláveis do que a Comlurb. E puxam o número da reciclagem no Rio para 3% do seu lixo.

Solução
Ivone Machado criou uma cooperativa que retira o material separado no condomínio. Mesmo trabalho que faz a Coopama, que fica em Maria da Graça. Mas resolver o problema da coleta seletiva no Rio não é tarefa simples. A cooperativa não consegue atender à demanda de trabalho.

“Não poderíamos atender mais gente. Todo dia são ligações que vêm de alguns condomínios. Por exemplo, Copacabana hoje me ligou e quer fazer um trabalho, a gente elogia bastante, mas se tornam inviáveis para gente. Ela hoje não gera lucro, ela gera uma subsistência”, disse Luiz Carlos Fernandes, diretor da Coopama.

Reciclagem rentável
Reciclar alumínio é um negócio rentável. Uma pilha de 40 kg de latas de alumínio pode ser vendida a quase R$100. Mas isso não acontece com todos materiais recicláveis. O papelão, por exemplo, é um dos mais baratos. Uma pilha de meia tonelada sai a R$ 75. Em muitos casos usar matéria prima é mais barato do que reciclar.

“Quando a gente fala que a coleta seletiva é de difícil implantação e que tem custos muito altos, a gente está levando em consideração que porta a porta, onde você vai pegar materiais de baixo custo, às vezes com dificuldade de mercado. Você pode buscar mecanismos para que ela seja o mais barato possível, mas que dá lucro isso é um mito”, disse Emílio Maciel Eingenher, professor de educação ambiental da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Se não é sustentável, alguém precisa pagar a conta. A política nacional de resíduos sólidos prevê que a indústria tenha mais responsabilidade lixo gerado pelos seus produtos. A empresa que produz um computador, por exemplo, vai ter que criar mecanismos para recolher o produto quando ele for descartado, e reaproveitar baterias, plástico, componentes eletrônicos.

As indústrias de refrigerante vão ter que reaproveitar as garrafas pet. E assim por diante. A chamada logística reversa já foi aprovada e regulamentada. Mas como ela vai funcionar na prática ainda está sendo definido em grupos setoriais coordenados pelo Ministério do Meio Ambiente.

“Ao criar essa logística reversa, você cria uma especialização, um outro setor que vai ser dedicado a essa redução de custo de logística. Então você vai ter empresas que vão criar sistemas espertos eficientes de fazer essa redução da logística porque vai interessar tanto o produtor quanto o consumidor que esses especialistas apareçam para reduzir esse custo. Você vai gerar um emprego verde em cima de um aproveitamento de lixo”, disse Ronaldo Seroa.

Mesmo que a indústria pague, é previsível que os custos sejam repassados aos consumidores.

G1.

Assista o vídeo da matéria  http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/rio-mais-limpo/noticia/2012/04/rio-promete-aumentar-em-5-vezes-coleta-seletiva-ate-copa-de-2014.html

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Indústria do aço se compromete em não usar mais carvão ilegal.

A indústria nacional do aço se comprometeu, no último dia 3, em eliminar, ao longo dos próximos quatro anos, o consumo de carvão vegetal de origem ilegal. O carvão é um dos principais insumos da fabricação do aço. Pelo Protocolo de Sustentabilidade, assinado ontem (3), em Brasília, a partir de 2016, todo carvão vegetal necessário à produção de aço terá que ser proveniente de florestas plantadas pela própria indústria siderúrgica. E, quando houver necessidade de complementação do insumo, os empresários vão exigir documentos oficiais que comprovem a origem legal do carvão comprado de terceiros.

Com essas medidas, a indústria espera contornar impactos da atividade que é associada, historicamente, a práticas de desmatamento, trabalho em condições degradantes e poluição. “Do que produzimos hoje, 80% é a partir de carvão vegetal proveniente de florestas próprias plantadas, 10% de florestas plantadas de terceiros e 10% de resíduos [de madereiras]. Agora, estamos buscando autossuficiência das nossas florestas. Isso é sinal de que estamos resolvendo parte importante da cadeia”, explicou André Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil.

Para a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o governo ainda terá que enfrentar outra parte da cadeia: a indústria de ferro-gusa, que prioriza as exportações e é suspeita de ter metade da produção sustentada pelo carvão de origem ilegal. O ferro-gusa é a liga de minério de ferro e carvão (carbono) que serve de base para a produção do aço.

“Aqui [na assinatura do protocolo], a indústria [do aço] garantiu que vai produzir 100% do carvão vegetal, quer independência das guseiras [indústria de ferro-gusa]. Mas, agora, temos que avançar no segmento das guseiras e estamos chamando esses empresários, mas será mais difícil esse diálogo”, avaliou a ministra. O Brasil é o maior produtor de ferro-gusa do mundo.

TV Meio Ambiente.

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